segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O Santo Rosário.


Das doces devoções marianas: O Santo Rosário.
De fato, deixar de rezá-lo não é pecado, mas pensando no significado profundo das “pérolas espirituais” com as quais posso fazer um agrado à Santa Mãe e reconfortar o Filho, quero evitar essa omissão.

Fiada nas palavras do beato Bartolo Longo “Quem difunde o Rosário se salva” não deixo de guardar essa esperança, mesmo querendo, antes, mais e mais amar meu Deus e sua genitora.
Quando o Papa João Paulo II instituiu o Ano do Rosário. É para que os cristãos, distraídos, não desconheçam o Cristo.

Um caminho legítimo de contemplação da vida de Cristo jamais poderia excluir a pessoa de sua mãe, assim penso. Seria uma descortesia, senão uma ofensa, omitir a participação de Maria na história de nosso Senhor, até porque ninguém esteve tão perto do salvador.
O Rosário completa 8 séculos de história, tendo começado aproximadamente na idade média e se sedimentado, pedagogigamente, na doutrina cristã, ao longo dos tempos, sendo objeto de predileção de diversos santos e reafirmado por autoridades da igreja que souberam testemunhar com a vida o amor de Cristo.

Como todo Mistério de Cristo, apresenta uma revelação gradual, que se atualiza e completa na história de cada cristão e não se esgota nunca, sendo amado na mesma medida em que é revelado.

Contrapondo-se a todo o ativismo e barulho da modernidade convida ao recolhimento, mostra que é do silêncio que nascem os insites sobrenaturais e ensina a ser “alma de oração” (Carta Apostólica - O Rosário da Virgem Maria - João Paulo II).

Os primeiros a rezar eram monges e leigos analfabetos que só queriam suprir o desejo de ler os 150 salmos bíblicos. Como já havíamos sido prevenidos pelo próprio Jesus Cristo no evangelho: “Graças te dou, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos simples” (Lucas 10, 21), então, não ficamos supresos. A forma de contar os 150 Pai-nossos eram cordões com nós, ou quando não, pedrinhas, que inspiraram o objeto que manipulamos até hoje, o qual, converge para o crucificado, começando e terminando na cruz redentora.

A oração foi se completando e cedendo espaço para ali se renovar toda a profissão de fé através do Creio em Deus Pai; para se reconhecer e repetir vinte vezes ao nosso coração duro e nossa alma inclinada para o pecado que nossas orações bem formuladas não se comparam à Oração que o Senhor nos ensinou- o Pai- Nosso; para cantar 200 vezes com o coro dos anjos a alegria perpétua de receber o fruto bendito do ventre de Maria, na urdidura das Ave-Marias; para agradecer e glorificar a Santíssima Trindade por tudo isso muitas vezes, fechando,com chave de ouro, cada mistério no Glória ao Pai, “Declarando amor sem parar e sem cansar”, como bem descreveu São Josemaria Escrivá.

Aprender do Rosário é uma experiência extraordinária que passa por olhar para Cristo em primeiro lugar para só depois ver o resto, ser alma contemplativa e ponderar sobre tudo como Maria.

Tudo isso o Rosário nos oferece: A possibilidade de assimilar na própria vida quem é o Cristo - como ele é misericordioso, como é manso, como é prudente, como é humilde, como é servo, como é santo.

É Jesus quem suavemente vai entrando em nossas vidas, em nosso pensamento, em nossa imaginação, em nossos sentimentos a cada mistério.

Vale a pena gastar o nosso precioso tempo com Deus obedecendo ao primeiro mandamento, desmontando a preguiça espiritual com qualquer sacrifício residual que vier e rogando à Mãe da Onipotência Suplicante por todas as necessidades espirituais e temporais da humanidade: Pela paz periclitante do mundo, pelas famílias desorientadas, pela conversão dos pecadores, pela libertação dos vícios, pela salvação das almas do purgatório - Quantas indulgências são perdidas por desconhecimento dos efeitos dessa oração!

Certamente, o Rosário não é só um ato de piedade popular, desatualizado, reservado aos mais velhos, arrastado e sem gosto. É fruto de toda uma experiência de vida e está engendrado na minha juventude, sempre nas minhas mãos.

É uma oportunidade perfeita para se praticar concretamente o exercício de diversas virtudes como a paciência, humildade, esperança, caridade e perseverança.
Não é à toa que é entitulado de “Oração da Vitória”, desde a guerra de Lepanto, pela voz do Papa Pio V.

Que o apelo dos nossos Papas continue ressoando em nossos ouvidos, exortando e incentivando o amor ao Rosário.

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