quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

TEXTOS DO DIA - ATITUDE -

PALAVRA-CHAVE AMBIENTE

DICA
"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem".
(Leonardo da Vinci)

FRASE MUSICAL DE ATITUDE
“E seja onde for, qualquer lugar, levar a luz que te conduz, jamais abandonar o dom que te seduz...”.
(C.Camargo Mariano / L.Barbosa)

DICA
“O homem é absurdo pelo que busca, grande pelo que encontra.”
(Paul Valéry)
“No deserto, a liberdade só faz sentido quando se sabe de que lado está o poço.”
(Antoine de Saint-Exupéry)
“Enquanto se delibera, muitas vezes a ocasião se perde.” (Pubilius Syrus)

DICA DE LUZ
Poder de cooperar.
O poder de cooperar com os outros requer a consciência de que você é um ser espiritual. Dessa forma você pode ver a todos como irmãos e irmãs. E, é essa visão que permite a união e a força dentro de um grupo. A cooperação que isso traz faz com que qualquer tarefa pareça fácil.
(por Brahma Kumaris)

TEXTOS ATITUDE
O país que abandonava os velhos!
Havia, certa vez, um país em que existia o peculiar costume de abandonar velhos nas montanhas longínquas e inacessíveis. Certo ministro de Estado, achando muito penoso seguir este costume em relação ao próprio pai idoso, construiu uma caverna secreta onde o escondeu e dele cuidou.

Um dia, um deus apareceu diante do rei deste país e lhe apresentou uma embaraçosa questão, dizendo que se não a solucionasse satisfatoriamente, seu país seria destruído. Eis o problema: "Aqui estão duas serpentes: diga-me qual o sexo de cada uma delas".

Nem o rei, nem ninguém do palácio, pôde solucionar o problema. Em vista disso, o rei ofereceu uma grande recompensa a todo aquele que, em seu reino, pudesse solucioná-lo. O ministro foi até o esconderijo do velho pai e lhe apresentou a questão, pedindo-lhe uma resposta. O velho disse: "A solução deste problema é muito fácil. Coloque as duas cobras em uma relva macia. Aquela que se mover por todos os lados é o macho, aquela que ficar quieta é a fêmea." O ministro levou a resposta ao rei e o problema foi solucionado com êxito.

Então o deus apresentou outras difíceis questões a que o rei e seus secretários não foram capazes de solucioná-las. Eis mais algumas delas:

"Qual o significado de dizer: um copo contém mais água que um oceano?”
Eis a resposta: “Um copo de água oferecido com a mais pura e compassiva mente aos pais ou a uma pessoa doente, tem um valor eterno, mas a água do oceano poderá, um dia, esgotar-se."

"Eis uma prancha de sândalo: que extremidade é o sopé da árvore?”
Resposta: “Deixe a prancha flutuar na água; a extremidade que afundar mais que a outra é a extremidade mais próxima da raiz".

"Quem é aquele que, estando dormindo, está desperto; e estando desperto, está dormindo”?
Resposta: “É aquele que está começando a trilhar o caminho da iluminação. Ele está desperto quando comparado àqueles que não se interessam pela iluminação; está dormindo quando comparado com aqueles que já alcançaram a iluminação.”

Todas as respostas a estas questões embaraçosas agradaram não só ao deus, como também ao rei. Quando o rei soube que as respostas salvadoras tinham vindo do pai do ministro, ficou tão agradecido que revogou a lei do abandono aos velhos e ordenou que os mesmos fossem, a partir daquele momento, bem tratados.
(Fonte: A Doutrina de Buda, Bukkyo Dendo)
Absolvendo o amor
(por Martha Medeiros, O Globo, 13/01/2008)

Duas historinhas que envolvem o amor.
Uma mulher namora um príncipe encantado por dois meses e então descobre que ele não é príncipe porcaria nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela.

São todos assim, os homens. Ela resmunga que não dá mesmo para acreditar no amor.

Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa por esses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar vivendo. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para dar sabor, para fazer feliz.

Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigada e até a próxima. Fique com o cartão dele, com os contatos todos, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque este estará sempre a postos.

Viver sem amor por uns tempos é normal. Viver sem amor para sempre é azar ou incompetência. Mas não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão para existir. Não me venha falar de amigos e filhos e cachorros, essas compensações amorosas sofisticadas, mas diferentes. Estamos falando de homens e mulheres que não se conhecem até que um dia, uau. Acontece.

Segunda história. Uma mulher ama profundamente, é amada profundamente, os dois dormem embolados e se gostam de uma forma indecente, de tão certo que dá a relação, e de tão gostosas que são inclusive as brigas. Tudo funciona como um relógio que ora atrasa, ora adianta, mas não pára, um tiquetaque excitante que ela não divulga para as amigas, não espalha, adivinhe por quê: culpa. Morre de culpa desse amor que funciona, desse amor que é desacreditado em matérias de jornal e em pesquisas, desse amor que deram como morto e enterrado, mas que na casa dela vive cheio de gás e ameaça ser eterno.

Culpa, a pobre mulher sente, e mais: sente medo. Nem sabe de quê, mas sente. Medo de não merecê-lo, medo de perdê-lo, medo do dia seguinte, medo das estatísticas, medo dos exemplos das outras mulheres, daquela mulher lá do início do texto, por exemplo, que se iludiu com mais um bobalhão que desapareceu sem deixar rastro — ou bobalhona foi ela, nunca se sabe. Mas o fato é que terminou o amor da mulher lá do início do texto, enquanto que essa mulher de fim de texto, essa criatura feliz e apaixonada, é ao mesmo tempo infeliz e temerosa porque sente aquilo que tanta gente busca e pouco encontra: o tal amor como se sonha.

Uma mulher infeliz por amor de menos, outra infeliz por amor demais, e o amor injustamente crucificado por ambas. Ele, coitado, sendo acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido na nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, aí nem se fala. Qualquer amor — até aqueles que a gente inventa — merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, somos nós.

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